domingo, 28 de dezembro de 2008

Feliz pedaladas em 2009

Que os caminhões, vans e ônibus não passem tão perto de nós e que os taxis dêem passagem, que tenham menos carros nas ruas e nas estradas, que as ciclovias se multipliquem, que os motoristas sejam mais gentis, que mais pessoas abandonem o vício de dirigir, que o ciclismo seja reconhecido como o melhor transporte urbano, que nos cruzamentos encontremos sempre os sinais verdes.
E que cada vez mais, homens, mulheres e crianças sintam o prazer de pedalar, para que as cidades sejam mais amigas das bicicletas.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Civismo sobre pedais




Dia 15 de novembro, é dia de praticar o civismo, saímos cedo de casa para escolher os nossos representantes. Só que resolvemos esticar o caminho até as urnas. Formamos um grupo de 5 ciclistas, sob o comando do nosso mecânico perito, Paulo Castro. Saímos do centro da cidade pela rodovia da Base Naval em direção ao distrito de Icoarací, seguindo ás margens da Bahia do Guajará. Depois da devida reposição de energia, partimos para a ilha de Outeiro, via barquinho motorizado típico de nossa região, o vulgo “Pô-pô-pô”. Na viagem logo percebemos, pela carga do barco, que a bicicleta é o principal meio de transporte da ilha que é cercada de praias e altos barrancos. No final dos quase 70 km percorridos, percebendo que nossos administradores não pensaram nas vias de trafego para ciclistas, partimos para as urnas, finalmente cumprindo nosso dever cívico. Afinal de contas ciclista também vota.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Rodas literária

Na verdade ficamos procurando atividades pra fazer nos finais de semana, enquanto pedalamos pelo centro da cidade. Foi assim que surgiu a idéia de como se livrar da montanha de livros que tínhamos acumulados em casa, nos últimos 10 anos. Separamos os livros das poeiras e traças, anexamos uns bilhetes, mensagens de incentivo tipo “Leia-me!”. Depois que o arsenal estava pronto, pensamos no roteiro, como saímos bem cedo, escolhemos um trajeto pelas praças e principais pontos turísticos da cidade. Usando uma estratégia de guerrilha, demos início ao nosso atentado cultural. Com ataques rápidos e silenciosos, invadimos as praças e “despachamos “ os livros nos bancos, que pacientemente aguardavam por seus usuários, rotineiros, casuais, uns já conhecidos, outros caras novas, todos vítimas indefesas de nossas “armadilhas de letras”





quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Somos ciclistas desde criancinha

A grande maioria dos ciclistas que existem, 99,9% ganharam sua primeira bicicleta na infância e geralmente se integram com a magrela definitivamente, dizem até que, andar de bicicleta é uma coisa que a gente nunca esquece.
Minha primeiríssima magrela eu ganhei ainda na infância, tinha rodinhas laterais, mas que não evitaram as minhas primeiras quedas.
Ainda lembro na minha pré-adolescência, das verdadeiras campanhas que eu promovia para ganhar dos meus pais, uma bicicleta nova e maior. As peças publicitárias eram ótimas e a estratégia de espalhar por todos os cantos da casa, mensagens com a frase “Não esqueça da minha Caloi!” tiveram sucesso, consegui a minha primeira bicicleta grande (na verdade ainda era média).



Nós humanos ainda bebês, já pedalamos no ar, por instinto eu acho, sacudimos as perninhas, num movimento que aprendemos ainda dentro da barriga para que possamos “nadar” no meio líquido. Ou seja, literalmente, já nascemos pedalando, é só colocar uma bike em baixo e sair pelo mundo.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Romeiros de asas

Uma oportunidade de encontrar gente das mais variadas tribos. Pessoas conscientemente envolvidas, num passeio agradecido, inconscientemente engajadas num projeto de futuro.
O reencontro com velhos amigos, sela o clima de confraternização.







A ciclo-romaria que acontece no mês de outubro em Belém é uma das maiores concentrações de bicicletas que eu já presenciei. Ali estavam reunidos, o veículo da família, a paixão pelo esporte, o momento de laser, o transporte diário, o ganha pão, o inseparável brinquedo.

A saída da Basílica é um pouco tarde, ás 8 horas o sol já maltrata, mas o entusiasmo é refrescante.
Seguimos pela cidade celebrando o direito de pedalar. Invadindo as ruas que param pra ver e aplaudir. Estas mesmas ruas hostis, que diariamente, inevitavelmente, são desafiadas.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Alvorada central

Um dos passeios mais frequentes que fazemos é o matinal. Quase que diariamente, saímos bem cedinho, antes das 6, com o pretexto de ir comprar o pão e aproveitar os momento de calmaria nas ruas do centro de Belém.

O Colégio Gentil Bitencourt é um dos vários prédios históricos da Avenida Nazaré que tem suas belezas escondidas na agitação da cidade. Mão no freio e pé no chão, momento ideal de contemplação.

Na Almirante Braz, pisamos forte no pedal dentro do túnel das mangueiras, as luzes da cidade se apagam dando vez os primeiros raios de sol. No mais verde dos shoppings, ninguém vende e ninguém compra.


Os carros ainda dormem sob as mangueiras da Serzedêlo Correa, uma das mais agitadas ruas do centro, via que liga a República com a Batista, nesta hora serve de espaço para ciclistas, corredores e caminhantes.


Nas calçadas da Batista Campos, grande encontros de malhadores, bate-papo com água-de-coco. As 6:30h, já dá pra sentir o cheirinho do pão quentinho. Uma ultima volta na Praça, antes de voltar pra casa.



video

No antigo largo de Nazaré, enquanto o sol nasce, os periquitos fazem suas reverencias em revoadas barulhenta, grandes grupos dos pequenos verdinhos, tomam várias direções e se espalham pelas arvores da cidade. (ver o vídeo)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O perito


Só depois de passar mais de um ano rodando Belém, de oficina em oficina, tentando achar um serviço de mecânica, que tivesse qualidade, assim meio que sem querer, encontrei um grande especialista em manutenção e montagem de bicicletas, das mais sofisticadas até as mais simples.



Manutenção é um item que tem prioridade alta, um ciclista deve conhecer muito bem a sua bike para não ocorrem “discórdias” entre veículo e condutor, se sentir seguro e pedalar com confiança. Mas pra isso, é necessário encontrar um mecânico profissional. Um especialista que cuide bem de sua magrela, que tenha conhecimento técnico sobre cada componente, com um serviço de alta qualidade, que oriente e que seja honesto.

Paulo Castro é o nome do cara, fica na 9 de janeiro entre José Malcher e João Balbi, 837 – Loja 2, não tem empregados na sua oficina, ele é o responsável por tudo. Cheguei assim meio desconfiado, achando que se tratava de mais um mecânico comum, mas logo percebi pela conversa que se tratava de um profissional diferente.
Hoje nossas bikes são 100% melhores graças os serviços deste expert. Ele monta e regula uma bicicleta como se afinasse um instrumento musical.
Vai lá e confirma!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Olho vivo, cabeça fria e coração quente.


Depois que voltei a pedalar, pude avaliar de forma mais consciente os benefícios do ciclismo, não só para a saúde, como também para o bolso. Não uso mais o transporte coletivo para ir ao trabalho, pedalando economizo 120 reais por mês, somando em um ano mais de 1.400 reais .

Também economizo o ar que respiramos, não poluindo, poupo o planeta pra todos nós. Isso é o que chamam de responsabilidade social.

Com a aquisição da magrela, encontrei uma atividade ao mesmo tempo barata, saudável e muito prazerosa. Recomendo e convido. Compre uma bicicleta, chame seus amigos, parentes e vizinhos.

Mas se você quer ser realmente responsável, tenha bom senso, seja prudente e use equipamentos de segurança.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O incentivador


Esse cara, Kleber Roberto, parente e amigo da família, ciclista das antigas, foi quem mais me influenciou a comprar uma bike, agora depois de velho. Chegava na minha casa de noite, pedalando faceiro, relatando suas pedaladas. Confesso que demorei a tomar a decisão, mas sei hoje que foi uma das melhores que eu já tive.
Me empolguei e comprei logo duas, uma minha e outra da minha mulher é claro, nossa filha maior Mellina também resolveu pedalar. Então logo formamos um grupo. Bicicleta é assim, une pessoas, da prazer e é saudável.
Obrigado velho lobo dos pedais.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Rota Joanes - Ilha do Marajó












Parada para um refresco no igarapé de água cristalina que corta a estrada no Km 5. É importante estar hidratado para concluir bem o trajeto de 20 km, o sol forte aliado ao vento da ilha ressecam o couro rapidinho.












Jô e seu fiel camelo de patas redondas, totalmente segura, ao completar os primeiros 12 Km. Estrada lisinha, bem sinalizada, nos momentos de calma, o barulho do silêncio impera, a paz que sentimos é impressionante.












Janela dos ventos aberta para o Atlântico, na Ponta do Farol em Joanes. O único lugar que conseguíamos sinal de celular. É nessas horas que você se sente numa ilha. O difícil é sentir vontade de voltar.