quinta-feira, 10 de junho de 2010

Bikers da Madrugada

Se você gosta de acordar cedo e aproveitar as horas de sossego para dar umas boas pedaladas, vai gostar de participar desse grupo de esportistas.
Essa marca foi desenvolvida baseada numa outra já existente, de um outro grupo de ciclistas de outro estado brasileiro, na verdade é um plágio. Mas o fim justifica os meios. 
Os bikers da madrugada na verdade são ciclistas amadores aqui de Belém, que gostam de pedalar antes do dia amanhecer e continuam só até o sol começar maltratar o lombo. 
Conheço alguns ciclistas que saem em viagem as 11h da noite e pedalam 150 km durante toda a madrugada e chegam ao destino junto com o sol. Mas o nosso grupo pega mais leve, saímos de casa geralmente as 5:30 da madruga e pedalamos em média 80k, durante aproximadamente 3 horas, com pequenas paradas para reabastecer a "máquina"
Existem muitas vantagens em pedalar neste horário, desde (pasmem) segurança, trânsito mais tranquilo e a melhor de todas, sem o desgaste dos raios solares. 
A galera varia sempre em número de participantes, ou sempre tem gente que só participa uma vez e devido ao horário ainda são poucos os adeptos dessa prática ciclistica. 

Assis e Pina as 6h da manhã esperando o Japonês da estrade de Mosqueiro abrir para reabastecermos as caraminholas. 

Eu e Assis na subida da ponte de Mosqueiro, uma parada antes de voltar.
O nome Equipe Galo não tem nem uma conotação machista, nem uma referencia ao sexo. Na verdade a associação com a figura do galo é pela característica de ser madrugador.


segunda-feira, 3 de maio de 2010

Pedal Pesqueiro


Pretendíamos curtir um final de semana pedalando pela Ilha do Marajó, começamos pegando um navio de Belém até o porto do Camará, dai seguimos pedalando na calma estrada que liga as vilas de Condeixa, Joanes e Salvaterra até chegarmos as margens do rio Paracauarí em frente a cidade de Soure. 




Depois de uma travessia de "bote", pequena embarcação feita de madeira, típica da região, seguimos pedalando mais 12 km até sujarmos nossos pneus com a fina areia do Pesqueiro. Depois do por-do-sol, escolhemos dormir numa das malocas da praia onde montamos um acampamento de redes e fizemos a ultima refeição do dia (pães, sucos e frutas).



Durante a noite, o sono foi revezado, sempre ficava um sentinela vigiando para não sermos surpreendido pela maré alta, a chuva ou mesmo um rato d'água. 


A chuva anunciou a chegada do sol, era domingo dia do trabalhador, tomamos café com aquele pão quentinho que só encontramos no interior e depois de umas espreguiçadas seguimos pedalando pela húmida estrada onde soprava uma brisa quente . Depois de uma parada pra molhar o bico em Salvaterra, na beira do caminho um refrescante banho de igarapé. Enfim chegamos no Camará com o apetite aberto, logo urgentemente almoçamos um delicioso peixe frito antes de embarcarmos no navio de volta pra Belém.
Foi um final de semana show de pedal!


quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os papa léguas

Para a equipe papa-léguas o importante é pedalar, não importa a distancia ou o destino. No ritmo da tranquilidade e do alto astral o grupe segue em frente.

Pode ser viajando ou em passeios na cidade, pode ser em trilhas ou no asfalto da estrada, o prazer de pedalar em grupo é o que interessa.

Componentes: Alexandre de Jesus, Sandra Schwinn, Ronaldinho Anjo, Seu Zezinho, Lennon França, Dona Márcia, Sr. Jairo, Assis Scott, Lupa e Jô.

Seja noite ou seja dia, faça chuva ou faça sol, a equipe Papa-léguas não se intimida com o terreno, forma o pelotão e ganha liberdade nos pedais.

Para participar do grupo não precisa ser ciclista profissional, basta pegar a sua magrela, mande uma boa lubrificada, uma revisão nos freios, uns apertos e vamos gastar os pneus.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Guabas passou por Belém


É assim que chamam os amigos de Andrés Landázuri, ciclo viajante que passou brevemente por aqui, e como em todos os lugares por onde pisa, vai deixando amigos e saudades, ampliando uma rede de vibrações positivas em torno de um propósito muito particular, mas que ensina a todos a não ter medo da vida. Foram quatro dias que mudaram, um pouco, a rotina de nossa família. Entre um momento e outro do nosso quotidiano sagrado, compartilhamos com o irmão sul-americano. Dividir um mínimo fragmento de sua saga de viajante, já foi espaço suficiente para extrairmos conhecimentos que são na verdade lembranças valiosas para toda a vida.


Quando perguntamos quantos quilómetros pedala por dia em média, Andrés responde que depende, se estiver bem disposto e o caminho for plano e calmo pedala até 120 km, mas se tiver muitas subidas ou não estiver bem disposto, pedala só 80 ou 60 km por dia. Tudo também depende do clima, quando chove, neva ou faz muito sol, os cálculos de risco são refeitos e as prioridades mudam, para não transformar a viagem em puro sacrifício. Assim sem regras muito severas, apenas seguindo a disciplina do bom senso, Guabitas já "pedaleou" pela Colômbia, Peru, Chile, Argentina, Bolívia, Venezuela e pelo próprio Equador.


Andés que é formado em literatura, descreve seus dias de pedaladas nos relatos de seu diário e nas portagens de seu blog http://www.sudamericapedal.blogspot.com/. detalhes que mostram muito mais que as imagens das fotos. Acabou comprando aqui em Belém outra câmera fotográfica, já que a sua antiga foi roubada dentro do navio vindo de Manaus com todas as imagens de sua passagem pela Amazônia. Mas penso que entre os bons e maus momentos, o mais importante é que ele está enriquecendo a sua história de vida.


No sábado dia 17 de abril, o nosso cicloviajante estrangeiro partiu rumo ao nordeste brasileiro, o acompanhamos por 45km até Santa Isabel, e nos despedimos na beira da estrada com a promessa de nos encontramos novamente aqui, em Quito ou em qualquer outra parte do mundo.




domingo, 14 de março de 2010

Pedal solitário



No ultimo domingo resolvi dar uma pedalada mais longa, fui até Mosqueiro de montanbike. Convidei os amigos de pedal mas todos estavam cansados ou ocupados com outros afazeres.  Tudo conspirou para que eu fizesse essa pedalada solitária pela estrada. Só o que posso dizer é que foi um espectáculo. Sai de casa as 5h da madruga. Ainda estava escuro quando passei pelo entroncamento, e tinha pouco trafego. A BR-316 se iluminava a medida que me aproximava do trevo de Mosqueiro. A estrada pra ilha estava uma maravilha, o movimento de carros era quase zero, no começo o sol estava tão baixo. que a mata fazia sombra na pista. E que pista. Não é por acaso que fui ultrapassado por vários ciclistas speeds em treinamento.

Para quem gosta da natureza o dia chegava como uma dádiva. Não dava nem vontade de parar. A viagem até a ilha foi muito tranquila e gostosa. Já na volta enfrentei um grande movimento de veículos. O sol também foi um dos principais motivo das diversas paradas que fui obrigado a fazer no meu retorno, e em função das muitas estacionadas o tempo previsto para chegada atrasou em uma hora. No total foram mais de 140km pedalados. Muitas experiências e imagens que não puderam ser registradas em fotos. Cheguei em casa as 13:30, mas ainda encontrei a família almoçando. Depois fui colocar bolsa de gelo nas pernas.

Isso tudo para mim foi só um treino, uma experiência prática para os dias que eu ainda terei que pedalar solitariamente por alguma estrada desse lindo planeta.







domingo, 7 de março de 2010

O pedal da Pamonha

A desculpa é que estamos com vontade de comer umas pamonhas, mas tem que ser lá no Ponto do Goiano as margens da BR 316.
E antes do dia amanhacer, eu o Paulo Bike e o Mauro Batera pegamos a estrada rumo a Benevides, 35 km de Belém..
Será que gostamos muito de pamonha ou gostamos mesmo é de pedalar na estrada?

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pedal na alvorada

Depois que eu e minha mulher começamos a pedalar pela cidade todos os dias ao raiar do sol, nunca mais tivemos vontade de participar dos passeios noturnos. Os motivos para pedalar de pijama são muitos. Primeiro não temos trânsito nesse horário +ou- 5:30h, fazendo a gente se sentir mais seguros, com muito poucos carros nas ruas não temos fumaça, assim dá para curtir ainda mais o visual da cidade e suas mangueiras generosas, que quase o ano todo nos presenteiam com seus frutos, maduras mangas com que vamos enchendo as nossas mochilas, dando a impressão de estarmos pedalando por um imenso pomar urbano. Cruzamos as principais avenidas do centro, o que em outro horário é praticamente impossível, em 45 minutos completamos um percurso de aproximadamente 14 km, entre outros ciclistas, casais que caminham, grupos que preferem correr enquanto o sol vai surgindo e despertando a passarinhada. As 6:30h, passamos na panificadora para comprarmos o pão do café da manhã e voltamos para casa prontos para encarar um novo dia. Mas atenção, essa rotina só dá certo de segunda a quinta e até as 6:45 no máximo, antes das 7h volte pra casa. Nesta hora a cidade muda totalmente e grandes legiões de estressados saem para dominar as ruas.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O parque do Utinga continua lindo


Estamos na temporada de chuvas em nossa região. Os dias ficam preguiçosos nessa época, devido a essa atmosfera húmida e quente. Momento propício para visitarmos os parques e trilhas no entorno da cidade. 

No último final de semana retornamos ao parque do Utinga, que por sinal está muito bem cuidado, o que para nós foi uma agradável surpresa. Chegamos lá ainda bem cedinho, fizemos a trilha que contorna o lago até a represa do Curió. enquanto pedalávamos a natureza nos recebia com muitas borboletas azuis, libélulas vestidas de flores e rastros de capivaras. 

Recomendamos para todos que gostam de passear tranquilamente e viver momentos aprazíveis enquanto ainda temos toda essa riqueza pertinho de nós.




terça-feira, 17 de novembro de 2009

O pneu punk


Dia 15 de novembro, demos uma pedalada até Benevides, pra tomar café c/ pamonha. Fui matar a saudade da mountbike, já que eu estava de speed a semana toda.

Sai de casa as 5:30 da madruga, encontrei com o Lenon lá no entroncamento. O dia estava amanhecendo, passamos sem parar por vários ciclistas esperando para formar pelotão.

As 7:30 a gente já estava tomando café com pamonha lá no Goiano, enchi a mochila de hidratação com caldo-de- cana. Demos um estica até a vila de Benevides e depois voltamos. 

Foi muito bom o ritmo, entre 25 e 35 km que conseguimos manter em todo o percurso. 

Depois de 80 km percorridos, as 9h em ponto eu estava abrindo o portão lá de casa, de volta feliz da vida com 2 pamonhas na bagagem.

O mais incrível eu vi, quando fui lavar a bike e percebi que havia um prego cravado na borracha do pneu. Tipo um Piercing, mas o pneu estava cheio, o prego não tinha atingido a câmera.

Achei tão fora de série, que só pra mostrar para os incrédulos, ainda passei dois dias andando com o pneu punk.



33 km até Benevides pela BR-316


O Piercing involuntário 


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Estação do Moema

Quando estamos na estrada e vemos o dia amanhecendo, eu me pergunto, o que eu estaria fazendo agora se não estivesse aqui? Provavelmente estaria dormindo.
Dessa vez fomos até Santa Izabel, 50 km de Belém. Pedaladas tranqüilas, média de 20 km por hora, deu até para colocar o papo em dia. Éramos três, eu o Santos e o mestre Paulo, o cara que montou e dá manutenção em nossas bicicletas.
Como já é tradição, paramos na Pamonha do Goiano, 33 km para abastecer. Lá pelo km 40, passamos pelas ruínas da antiga estação do Moema, local de parada obrigatória de quem seguia para Bragança, nos tempos da antiga estrada de ferro. Mas não fomos muito bem recebidos pelo vigia do sítio que nos botou pra fora, apesar do vira-lata do mesmo ter feito uma grande festa com a nossa visita.
Chegamos de volta em casa umas 11:30, com uma fome de cão e felizes pra cachorro.