sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Ciclo Ilha do Mosqueiro

Dia 6 de setembro, comemoramos a independência pedalando até a Ilha de Mosqueiro. Foram 170 km pedalados no total (ida e volta). Saímos às 5:30 da madruga, numa velocidade média de 22km, paramos depois de 35km em Benevides. No Ponto do Goiano para repor as energias, depois de um copo de garapa e umas barras de cereais, montamos nas magrelas e ganhamos o asfalto, levamos 3 horas e meia para chegar até a praia do Murubira.

Madrugando na concentração, Marcelo Bike e seu Jairo

Ponto de encontro de vários ciclistas para reposição

O sol de domingo ganhava força

Ciclistas param na ponte sem provocar congestionamento

Paulo Castro, Leno Santos, Lupa, Jamerson e Assis Fonseca


Depois de dar um rolé na vila, bairro mais antigo da ilha, paramos para almoçar e descansar no trapiche em frente a baía do Marajó, enquanto eram feitas pequenas manutenções nas bikes. Voltamos pra estrada às 14h, sob um sol escaldante, depois da ponte encontramos bastante chuva, dai pra frente foi pista molhada o tempo todo. Chegamos no Km 0 da Br 316 às 18hs. Molhados e prontos para a próxima.

Rafael e Baiano em oficina improvisada

Meta superada

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Uma cidade para as pessoas


A Bicicletada do último sábado de julho foi realmente 10. 
Eram 10 ciclistas pedalando livremente pelo centro de Belém, livres de congestionamento e sem atrito com outros veículos. Estávamos apenas saboreando o curto momento de uma cidade livre dos carros. 


A cidade quase vazia proporciona aos pedestres e ciclistas a sensação de paz que não sentimos diariamente.
Só quem esteve lá pode testemunhar umas das tardes mais lindas do ano. Foram 22 km em 1:45h de pedaladas pelas principais ruas do centro, e 1:30h de paradas para contemplação do visual da cidade. 





terça-feira, 7 de julho de 2009

Missão impossível

Nossas magrelas, muitas vezes, são submetidas a provas de resistência e praticidade muito além de suas capacidades. As mais variadas possibilidades de transporte de pessoas e cargas são criadas por seus usuários, que muitas vezes só dispõem da bicicleta para realizar suas atividades. Já presenciei vários ciclistas tentando pedalar transportando algo ou alguém de forma inusitada.



A improvisação é a mais forte característica dos flagrantes aqui encontrados, pedalando pelo mundo afora o homem vai aproveitando a versatilidade de uma bike, mas seria necessário um blog inteiro para mostrar as infinitas utilizações exigidas do nosso heróico veículo.




segunda-feira, 29 de junho de 2009

Olha a Ciclovia!!! É mentira!!!!

A bicicletada junina de Belém foi bastante animada, mesmo sem forró da bike som, que ficou muda depois de uma forte chuva. A bicicletada composta de 26 bicicletas, percorreu várias ruas da cidade, num total de 14 Km.

"Nossas sementes estão brotando", era a exclamação de alguns pioneiros da Bicicletada quando percebemos que o movimento vem crescendo a cada mês, mais pessoas ficam sabendo da ação, provocando uma maior espontaneidade na participação dos ciclistas. A Bicicletada já anda só.


Nossa cidade precisava dessas atitudes.

Ainda falta muito, mas não descansaremos nossos pedais.

Para uma melhor convivência nas ruas.

Para desfrutarmos de uma melhor qualidade de vida.

Para resgatarmos a dignidade da cidade e de seus habitantes.

Pedala Belém!!!!



terça-feira, 16 de junho de 2009

Pedais na chuva

Pedalar na chuva para muitos ciclistas é horrível,  porem aqui na região norte, muitas vezes é inevitável tomar um banho durante a pedalada. Aqui a chuva chega sem aviso e sem cerimonia, pode ser em pleno mês de julho, depois de uma manhã bem quente, forma-se aquele bafo húmido, devido a evaporação de tanta água que nós temos aqui, subindo evaporada e descendo como chuvarada.


Para aqueles que usam a magrela para trabalhar ou mesmo ir ao trabalho, não tem outra escolha, é vestir uma capa impermeável e sair enfrentando o aguaceiro.

Várias vezes já fui pego pela chuva durante um passeio ou mesmo indo ao trabalho. Mas em outras oportunidades já peguei a bicicleta e sai em baixo de chuva, as vezes com uma capa e outras sem nada, mesmo sabendo que ficaria bastante molhado, só porque estava com vontade, simples assim. 

Pedalar na chuva dá uma sensação incomum e ao mesmo tempo familiar, um flashback dos prazeres de nossa infância. 

É nessas horas que eu chego a pensar que bicicleta vicia e causa abstinência. 

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Bicicletada Pai’dégua!

Um final de semana bastante agitado para os ciclistas da cidade. Foi no sábado 30 de maio a BICICLETADA EM BELÈM, 15 ciclistas se juntaram em frente ao mercado de São Braz, enfeitaram suas magrelas com bandeiras, placas sinalizadoras e saíram pelas ruas pedindo mais respeito aos ciclistas e pedestres. Na véspera dia 29 teve AS BICICLETAS BRANCAS VOLTAM AS RUAS, no encerramento da exposição Deslocamentos do artista visual e arquiteto Murilo Rodrigues, infelizmente a chuva atrapalhou, mas como o próprio artista disse, “Tínhamos 9 bicicletas debaixo de uma chuva levemente forte... foi muito boa a experiência de pedalar na chuva... muito poético! Era uma saída simbólica, um trajeto curto. “

Os dois movimentos se confundiram em certo momento, devido à proximidade de um outro evento, promovido pela prefeitura, envolvendo ciclista na cidade, mas logo tudo foi esclarecido. O pouco de divulgação que foi feita para a Bicicletada, já mostrou seu resultado, quando dois ciclistas chegaram até São Braz depois de lerem um Cartaz fixado na Unama e ao visitar um blog de ciclistas.


O numero de ciclistas que participaram da Bicicletada parece insignificante, mas naquele momento isso foi irrelevante já que um pouco mais de dez ciclistas fizeram à massa critica ao ritmo de uma bike-som cedido por um lojista, ocuparam o espaço num desfile elegante pelas ruas de diversos bairros, da periferia ao centro, entre ônibus e furgões acelerados, buzinas e roncos de motores, nada pode deter a massa de bravos ciclistas.


O que podemos tirar de mais positivo de toda esta experiência, é o fato de estarmos jogando nossas sementes de cidadania, com a esperança de ver os ciclistas sendo tratados com dignidade. Mobilizaremos mais ainda para a próxima Bicicletada, envolvendo mais ciclistas, para juntos testemunharmos o surgimento de uma nova cultura em Belém, a cultura do respeito ao ciclista.